|
|
| |
Grandes Sinais
"Se deseja realmente mudar de situação vire a página da sua vida". A frase surge em "voz off" na peça protagonizada por Joaquim, um homem que procura ajuda espiritual. A uma hora certa, todos os dias, Joaquim liga o rádio para ajudar a passar o tempo. Cartomantes, astrólogos e esotéricos diversos sugam dinheiro a quem está desesperado e procura ajuda. Também Joaquim quer que lhe "endireitem" a vida.
Até dia 6 no Teatro da Comuna em Lisboa. |
 |
|
Turismo Infinito
Com encenação de Ricardo Pais, a peça pega na riqueza dos textos pessoanos e nos seus heterónimos para lhes dar um carácter dramático. Os protagonistas são Bernardo Soares e Álvaro de Campos, a quem depois se juntam o próprio Fernando Pessoa, Alberto Caeiro e Ofélia Queirós. O resultado é um espectáculo que concilie a alta literatura com um "thriller".
Até dia 12 de Abril no Teatro Nacional São João no Porto |
Acamarrados
Um pai e uma filha estão presos a uma cama suja... onde cada um conta a sua história. O pai conta a ascensão e queda no Empório de Mobília Robinson. A filha, também presa à cama, fala de um passeio na praia e das histórias que a mãe lhe lia. A certa altura as histórias cruzam-se e, amarrados e sozinhos um ao lado do outro, pai e filha vão, finalmente, conversar como nunca antes o fizeram. Talvez só assim consigam, depois, dormir. Pelos Artistas Unidos.
Até dia 13 no Centro Cultural da Malaposta em Olival Basto
A Ronda Nocturna
Dois irmãos e as respectivas esposas, em mútuo ataque, confrontam-se sem pudores e desvendam as frustrações e medos mais escondidos.
Os dois irmãos e as mulheres trocam acusações, revelam medos e desvendam frustrações numa sala, mesmo em frente à urna que contém as cinzas de sua mãe.
Até dia 13 no Teatro Maria Matos em Lisboa |
IMPULSOS E OLHARES
Com textos, concepção e encenação de Ana Jael Gonçalves, a peça pretende “olhar e ouvir os silêncios da adolescência”. A acção desenrola-se sob a forma de histórias curtas, contadas na primeira pessoa, que retratam a etapa conturbada da adolescência. São os próprios adolescentes que se procuram, que se questionam sobre a sua existência, do seu papel nos diferentes contextos do dia-a-dia – familiar, escolar e social – e que atestam a permanente desatenção do mundo dos adultos. O elenco, todo ele composto por jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 17 anos, é constituído por onze actores.
Integrado nas "I Jornadas da Juventude Abrantes 2008"
15:00h no Cine Teatro S. Pedro em Abrantes |
O Dia das Mentiras
Adaptação de duas comédias de Almeida Garrett que, com o habitual cunho de crítica social e política, vão retratar a subida de Salazar ao poder.
Com encenação de Fernando Gomes. De acordo com o texto de apresentação, as adaptações mantêm o estilo, a linguagem e a estrutura das personagens e das intrigas. Para o século XX salta o enredo. As memórias são de 1932, altura em que Salazar ocupou o cargo de Presidente do Conselho de Ministros.
Até dia 24 de Abril no Teatro da Trindade em Lisboa |
A Noite Árabe
De Roland Schimmelpfennig, encenação e tradução Paulo Filipe, interpretação de Dinarte Branco, João Grosso, Sara Carinhas, Teresa Sobral, Victor Gonçalves.
Até dia 27 no Teatro Da Politécnica em Lisboa |
O Tio Vânia
A obra de Tchekov foi totalmente adaptada por Howard Baker. No original, uma família vive numa enorme casa em relação de dependência mútua. Na versão de Baker, as personagens libertam-se do criador (Tchekov). Em "O Tio Vânia", Tchekov é um dramaturgo de má fé que encoraja as personagens a mostrarem fraquezas e a ficarem inertes perante elas. Baker rompe com as amarras e faz as personagens libertarem-se de um criador sufocante e da fatalidade do destino.
Até dia 28 no Teatro Municipal de Almada. |
|
|