Até que um dia a caixa é roubada, tal como já tinha acontecido há uns tempos atrás. Motivo suficiente para que haja um grande conflito que acaba em tragédia.
A peça mostra a forma como certas pessoas ganham o pão de cada dia, fazendo das esmolas a única fonte de sobrevivência da família. Por um lado é o dramatismo destes corpos que se arrastam entre a enorme massa de gente anónima a pedir, e por outro lado, é o descortinar de uma realidade social nem sempre vista.
| FICHA TÉCNICA |
| Tasqueiro |
Ruben Pires |
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| Guarda nocturno |
João Courinha |
| Velha |
Rita Nazaré |
| Filha |
Ana Jael |
| Cego |
José Luis Moreira |
| Neto |
Diogo Tomaz |
| Vendedeira |
Susana Esteves |
| Aleijado |
João Courinha |
| Moça |
Sara Cristóvão |
| Genro |
Luis Antunes |
| Grávida |
Eduarda Pereira |
| Amigo |
Rui Esteves |
| 1º Homem |
André Alguém |
| 2º Homem |
Luis Carouco |
| 3º Homem |
José Carlos Jacinto |
| Prostituta |
Marta Rodrigues |
| Amigo do neto |
Thomas Matafome |
| Maqueiro |
Vitor Mendes |
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| Encenação |
Helena Bandos |
| Contra- Regras |
Rosa Durão e Alexandra Pereira |
| Assistentes de palco |
Julita Silvestre e Sara Cristóvão |
| Luminotecnia |
Jorge Cardoso e Carlos Branco |
| Sonoplastia |
Mauro Moura |
| Caracterização |
José Luis Moreira |
| Cenarios |
Carlos Sousa |
| Fotografia |
Carlos Lopes Franco |
| Design |
1bigo.com |
| Costureira |
Manuela Coelho |
Hélder Prista Monteiro:
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Médico português, nascido em 1922, em Lisboa, e falecido a 1 de Novembro de 1994, consagrou a sua carreira literária ao teatro. Normalmente inserida no teatro do absurdo, sob a influência de Ionesco, Pinter, Beckett, a obra de Prista Monteiro releva essencialmente de um implícito apelo à transformação social e das relações humanas, mostrando frequentemente como um simples objecto (uma bengala, um colete de xadrez, uma caixa de esmolas, uma chávena), desejado, ostentado ou perdido, pode ser a pedra-de-toque para pôr em causa o artificial equilíbrio social, lançando as personagens num processo de degradação que culminará numa trágica derrocada. Numa harmonização entre conteúdo e forma, visível no desenho e evolução das personagens ou na perfeição da construção, a obra de Prista Monteiro tem como fulcro aquilo que Luzia Maria Martins (cf. prefácio a A Caixa, Lisboa, 1981) chama o verdadeiro vanguardismo, isto é, a capacidade de renovação e experimentação, de peça para peça, ao nível dos recursos linguísticos, temáticos e compositivos.
APOIOS:
Câmara Municipal de Abrantes
STI - Sistemas e Técnicas Industriais, Lda.
Antena Livre
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