As pessoas desfilam pelo palco à procura de si mesmas, tentando descobrir uma narrativa que se ajuste ao que foram e ao que são. Mais do que saber psicologia, o que conta é a experiência e a capacidade de prestar atenção àquilo que a vida nos vai oferecendo. Deste modo, se a doçura está ao alcance de cada um, a impossibilidade de senti-la ameaça-nos constantemente.
A vida, ao oscilar entre a doçura e o amargo, desafia-nos a apurar os nossos sentimentos e a fortalecer a nossa identidade.
FICHA TÉCNICA
Encenação: Helena Bandos
Intérpretes: Francisco Goulão, José Luís Moreira, Rita Nazaré, Nélia Lamarosa, Ana Rita Alves
Produção: Eurico Sousa
Cenografia: Carlos Lopes de Sousa
Carpinteiro: António José do Carmo
Costura: Célia Alves
Caracterização: Paula Saraiva
Design: José Moreira
Desenho de Luz: Luís Marques
Som: José Bandos
Técnico de Palco: Eurico Sousa
José Manuel Heleno
José Manuel Heleno nasceu em Abrantes, em 1957. Em 1980 licenciou-se em Filosofia pela Faculdade de Letras de Lisboa e iniciou a carreira profissional de docente no ensino secundário. Na década de noventa inicia o mestrado e o doutoramento em Filosofia, este último com uma tese intitulada Hermenêutica e Ontologia em Paul Ricoeur (defendida em Janeiro de 2000 na Faculdade de Letras de Lisboa).
Data de 1985 a sua primeira novela, "Alguém que não Conheci", publicando posteriormente, entre outras, "A Morte do Filósofo" (1995) e "Atentado ao Pudor" (1998). As suas publicações mais recentes são ensaísticas: "Fascínio e Perturbação" (Editora Fim de Século, Lisboa, 2003) e "Identidade Pessoal" (Instituto Piaget, Lisboa, 2003). Lecciona actualmente em Abrantes, na Escola Secundária Dr. Solano de Abreu e na Escola Superior de Tecnologia, no Instituto Superior de Línguas e Administração em Santarém.
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