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"CHAME-SE JOSÉ ALBERTO MARQUES - 40 ANOS DE POESIA "

Há terras que escolhem os seus poetas.
José-Alberto Marques, nascido torrejano, foi escolhido por Abrantes. Mergulhou nas suas origens, conversou com Zahara, perscrutou-lhe os seus segredos, caminhou ao acaso pelas ruas, observou e sentiu de perto o bater do coração desta gente de semblante de sombra que as habita. Experimentou as coisas, o corpo, a terra, a vida, o amor, sobretudo o amor, e fundiu tudo numa voz plástica, feita de dissonâncias, (re)descobertas, invenções, provocações...

 

Ler a obra de José-Alberto Marques é aceitar o desafio de entrar numa nova dimensão “de experiências feita”, construída a partir de uma multiplicidade de linguagens e imagens que nos inebriam em rodopios ritualistas.

Homenagear os 40 anos de poesia de José-Alberto Marques é um acto de amor por quem deixou a sua marca nas pedras, na terra, na vida, nos afectos de todos os que com ele partilharam momentos de luta e ternura e de todos os que ainda o vão descobrir...

FICHA TÉCNICA

 

Dados Biográficos de
José Alberto Marques

INTÉRPRETES
Luís Antunes
Paula Chambel
João Courinha
José Luís Moreira
Rita Nazaré
Julita Silvestre
BAILARINAS
Susana Gaspar
Joana Mascarenhas
Mariana Pratas
Mariana Alves
Carolina Silva
Inês Salvador

“As Armas Brancas do Fado”
LETRA – José-Alberto Marques
MÚSICA – José Horta
INTÉRPRETES

VIOLA - José Horta; João Martins
GUITARRA - Alfredo Gomes
FADISTA - Dora Maria

“o vento o ” e “post-Cópula”
LETRA - José-Alberto Marques
MÚSICA - José Horta
INTÉRPRETES
VIOLA
- José Horta e João Martins
VOCALISTA - Rita Sousa

INSTRUMENTAIS - José Horta
“Mistério" "A Paixão de Zara”

SELECÇÃO MUSICAL PARA BAILADO - Susana Gaspar

LUZ - Mariana Sousa; Gonçalo Marques

CENOGRAFIA - Eurico Sousa

FIGURINOS - José Luis Moreira e Susana Gaspar

COSTUREIRA - Célia Alves

DESIGN - José Moreira

RECOLHA E MONTAGEM DE TEXTOS E IMAGENS - Eduarda Mota

ENCENAÇÃO - Helena Bandos

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL
Escola de Música do Orfeão de Abrantes
Projecto Espaço IDANÇA

Dados Biográficos

José - Alberto Marques nasceu a 4 de Outubro de 1939 em Torres Novas

Nunca deu conta de que era estudante por se interessar mais pelos textos do jornal escolar e por ter pertencido à Direcção do Cine Clube.
Começou a ter uma paixão pela poesia a própria e a dos outros.
Escreve para a revista do Colégio Andrade Corvo em 1958/59 o 1º poema concreto em Portugal por um português, intitulado SOLIDÃO.
Foi universitário e teve várias profissões para saldar o preço da vida que lhe enchia os olhos de precepções e ilusões.
Ganhou o tempo a rasgar papéis e objectos, acumulando livros enquanto era editor do jornal Quadrante da Faculdade de Direito de Lisboa.
Depois seguiu o interminável percurso dos amantes e deixou o nome ligado ao Movimento de Poesia Experimental. Actualmente anima-o a felicidade de ter sido amigo da última geração dos surrealistas portugueses.
Tendo sido um profissional do ensino, percorreu todos os cargos possíveis elegendo o de Orientador Pedagógico de Português (por concurso público), aquele onde a pele não interferia com o organismo.
Foi candidato pelo M.E.S. (não eleito) à Assembleia Constituinte de 1975 e fez parte, mais tarde, da direcção do S.P.G.L..
Escreveu livros de poesia, romances, livros infanto-juvenis, publicou textos de crítica literária em diários e revistas de especialidade, fez exposições de poesia visual em vários países e foi antologiado em várias edições portuguesas e estrangeiras.
Encenou peças de teatro, fez happenings, instalações e performances.
Além disso, esteve preso, por razões políticas em 1973.
Sucede ainda que ganhou o 1º Prémio Nacional de LiIteratura Infanto-Juvenil nas comemorações dos 20 anos do 25 de Abril, com o livro Magia dos Sinais e obteve uma Menção Honrosa no Prémio Aquilino Ribeiro, com o livro Padrões.
Foi homenageado em Abrantes, tendo-lhe sido atribuída, nos 80 anos de elevação a cidade, a medalha "Uma obra de prestígio sobre a arte".
Fez parte da Direcção da Associação Portuguesas de Escritores.

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