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"MADRUGADA REDENTORA"

de Solano de Abreu

Luís que deve tomar ordens de subdiácono no dia que está a nascer, sentado à mesa, apoia a cabeça entre as mãos. Na cara macerada vincam-se-lhe os vestígios de uma noite de completa vigília.
Mário, que também, nesse dia, vai tomar as mesmas ordens, entra fecha a porta e fica, por um pouco, sem se adiantar, e em silêncio, encarando Luís que não dá por ele...

 

INTÉRPRETES:
Luís Antunes e José Luís Moreira

FICHA TÉCNICA
Encenação: Helena Bandos
Cenografia: Luís Reis
Som: José Bandos
Design e Operador de Luz: Eurico Sousa

Breve biografia de Solano de Abreu

Francisco Eduardo Solano de Abreu nasceu a 19 de Julho de 1858 em Abrantes, tendo-se formado em Direito pela Universidade de Coimbra em 1885. Embora tenha exercido advocacia e a magistratura, foi noutras áreas que se tornou conhecido na sociedade abrantina, nomeadamente como empresário agrícola e sobretudo na área de assistência social, onde a sua filantropia o tornou estimado de muita gente a quem ajudou a minorar múltiplas carências sócio-económicas. A título de exemplo refira-se a fundação em 1921 da Sopa dos Pobres ligada ao Montepio Abrantino a cujos corpos sociais pertenceu.
Pelas suas actividades humanitárias recebeu o grau de Comendador da Ordem de Benemerência e a medalha de Mérito, Filantropia e Generosidade.
Homem de cultura e amante das actividades cénicas escreveu romances e peças de teatro, algumas delas como a revista "No País da Aletria" que se representaram no desaparecido Teatro Actor Taborda.
Foi igualmente director do jornal "Correio de Abrantes".
Solano de Abreu veio a falecer em 1941.
Provando que "morre o homem a obra fica" a E.I.C.A., mais tarde chamada de Escola Secundária n.º 1 de Abrantes, decidiu por consulta à comunidade educativa, tê-lo como patrono.