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"O RAPAZ DE BRONZE"
adaptação do conto homónimo de
Sophia de Mello Breyner Andresen, por Eduarda Mota

Na Terra dos Sonhos, há um jardim muito especial, composto pelas mais variadas flores (gladíolos, orquídeas, begónias, cravos, rosas, tulipas, entre muitas, muitas outras) e onde se destaca uma estátua com um rapaz de bronze. Durante o dia, o jardim parece igual a tantos outros jardins, mas à noite há algo de mágico que acontece - todos ganham vida! As flores falam e comportam-se como pessoas e até a estátua do rapaz de bronze se transforma no "príncipe do jardim", a quem todos obedecem.

 
Num belo dia, ou melhor numa bela noite, resolvem fazer uma festa...

FICHA TÉCNICA

"O Rapaz de Bronze" - Adaptação do conto homónimo de Sophia de Mello Breyner Andresen, por Eduarda Mota

Encenação: Helena Bandos

Intérpretes:
Ana Laura Damas - Gladíolo
Miguel Carmo - Rapaz de Bronze
Margarida Cartaxo - Tulipa
Filipa Prates - Florinda
Joana Dias, Diana Fernandes, Beatriz Borges - Buxos
Sílvia Dias - Begónia
Catarina Florentino - Orquídea
Sara Cristóvão - Cravo
Renata Martins - Rosa
Fernanda Fontinha, Lucília Silva - Borboletas

Luz: Mariana Sousa, Gonçalo
Som: Eduarda Mota

Sophia de Mello Breyner Andresen (Porto, 1919 - Lisboa, 2004)

Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu no Porto, em 1919, no seio de uma família aristocrática. A sua infância e adolescência decorrem entre o Porto e Lisboa, onde cursou Filologia Clássica. Após o casamento com o advogado Francisco Sousa Tavares, fixa-se em Lisboa, passando a dividir a sua actividade entre a poesia e o activismo cívico contra a ditadura de Salazar, que então dominava o país. As duas actividades não são, no entanto, separáveis: se por lado é sócia fundadora da “Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos”, a poesia ergue-se também como uma voz da liberdade, especialmente em O Livro Sexto. A sua intervenção cívica é uma constante, mesmo após a Revolução de Abril de 1974, tendo sido Deputada à Assembleia Constituinte pelo Partido Socialista.

Profundamente mediterrânica na sua tonalidade, a linguagem poética de Sophia de Mello Breyner denota, para além da sólida cultura clássica da autora e da sua paixão pela cultura grega, a pureza e a transparência do signo na relação da linguagem com as coisas, a luminosidade de um mundo onde intelecto e ritmo se harmonizam na forma melódica, perfeita, do poema. Luz, verticalidade e magia estão, aliás, sempre presentes na obra de Sophia: quer na obra poética quer na importante obra para crianças que, inicialmente destinada aos seus cinco filhos, rapidamente se transformou num clássico da literatura infantil em Portugal, marcando sucessivas gerações de jovens leitores com títulos como O Rapaz de Bronze, A Fada Oriana ou A Menina do Mar.

Sophia é ainda tradutora para português de obras de Claudel, Dante, Shakespeare e Eurípedes, tendo sido condecorada pelo governo italiano pela sua tradução de O Purgatório.

Sophia de Mello Breyner Andresen é, sem sombra de dúvida, um dos mais amados poetas portugueses contemporâneos – um nome que se transformou, em Portugal, num sinónimo de poesia pura e, ao mesmo tempo, numa espécie de musa da própria poesia.