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O REI IMAGINÁRIO
de Raul Brandão
O mundo divide-se entre o bem e o mal. É assim. Simples, não?
O Teles sempre achou que era assim mesmo. Ele, um homem da lei, defensor da justiça e da moral, um magistrado do Ministério Público... como qualquer mortal caiu nas malhas do crime, daqueles de colarinho branco, um daqueles em que, supostamente, ninguém tem um preço a pagar...
Agora, na cadeia grita desalmadamente – Abram a porta! Eu sou o Teles, o Teles... - Perderam a chave – responde-lhe uma voz estranha. |
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De miséria em miséria acabou por pedir esmola e depois... depois... meteram-no na prisão. Agora, resta a vergonha, agora resta o sonho, é ele que o aguenta ali. O sonho é modo de resistência. O Teles caminha por entre memórias e revoltas, misérias e sonhos. Por isso ele sonha que é rei, rei absoluto...
Hoje, o Teles é outro homem... agora é que ele deveria ser juiz mas, agora ele é apenas o Teles... o 938... aquele que julgaria apenas segundo outro fantasma que está ao seu lado, segundo outro homem que tem encontrado em si e nos outros... ele é o Teles... o 938... o Rei Imaginário.
Encenação Helena Bandos
Personagens e Intérpretes
Teles Diogo Tomaz
Ficha Técnica
Cenografia José Moreira e Rui Esteves
Construção e Carpintaria Rui Esteves
Figurinos e Caracterização José Moreira e Rita Nazaré
Luz e Som Mauro Moura e Rui Esteves
Assistentes de Palco Rosa Garcia
Fotografia e Design José Moreira |
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